TSE julga nesta quinta caso que pode definir eleição para o Governo do Rio

Tribunal vai analisar pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho; decisão pode confirmar segundo turno ou levar Douglas Ruas à vitória já na primeira etapa


Por: Redação

Publicado em: 07/10/2026

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para esta quinta-feira (8), às 10h, o julgamento que vai analisar a situação eleitoral do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). A decisão pode ter impacto direto no resultado da eleição para o Governo do Rio de Janeiro e definir se haverá segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).


Garotinho teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em setembro. A decisão foi tomada com base em uma condenação por improbidade administrativa, que resultou na suspensão de seus direitos políticos e também em uma situação de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.


A defesa do ex-governador recorreu ao TSE, mas, após o primeiro turno das eleições, Garotinho pediu a desistência do recurso. O Ministério Público Eleitoral se manifestou favoravelmente ao pedido e defendeu a manutenção do indeferimento da candidatura e a anulação definitiva dos votos recebidos por ele.


Votos podem mudar resultado da eleição

Garotinho recebeu 274.411 votos, o equivalente a 3,17% da votação. Como sua candidatura estava indeferida e o processo ainda aguardava decisão definitiva, os votos foram registrados como “anulados sub judice”.


No primeiro turno, Douglas Ruas terminou na liderança, com 4.271.199 votos (49,27%), enquanto Eduardo Paes obteve 3.706.984 votos (42,76%). Com a totalização atual, os dois estão classificados para o segundo turno, previsto para 25 de outubro.

Entretanto, caso o TSE aceite a desistência de Garotinho e determine a anulação definitiva dos votos recebidos por ele, será necessário recalcular o total de votos válidos. Nesse cenário, Ruas ultrapassaria os 50% necessários para ser eleito no primeiro turno.


Entenda o caso

A candidatura de Garotinho foi questionada por causa de uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa. O TRE-RJ considerou que a decisão judicial ainda produzia efeitos e que o ex-governador não reunia as condições necessárias para disputar a eleição deste ano.


Mesmo com o registro indeferido, Garotinho permaneceu na urna eletrônica porque a decisão da Justiça Eleitoral ocorreu após o fechamento do sistema de votação. Por isso, seus votos foram inicialmente contabilizados como anulados sob condição de julgamento definitivo do recurso.


Agora, caberá ao TSE definir os efeitos da desistência apresentada pelo ex-governador. A decisão poderá manter o segundo turno entre Ruas e Paes ou alterar o resultado da eleição, caso os votos de Garotinho sejam definitivamente retirados da contagem.