Morre a vereadora do Rio Luciana Novaes, atingida em 2003 por bala perdida
O prefeito Eduardo Cavaliere decretou luto oficial de três dias
Por: Redação
Publicado em: 28/04/2026
Morreu nesta segunda-feira (27), a vereadora do Rio de Janeiro Luciana Novaes (PT). Ela estava internada e, segundo a assessoria, sofreu uma “intercorrência súbita e grave, compatível, segundo informações médicas, com rompimento de aneurisma cerebral”, com “piora crítica de seu quadro neurológico”.
Na sequência, entrou no protocolo de morte cerebral, um conjunto de exames que confirmam a parada total e irreversível das funções do cérebro, condição em que o paciente é considerado morto por lei.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), decretou luto oficial de três dias.
Luciana Novaes tinha 42 anos. Ela ficou tetraplégica após ser atingida por uma bala perdida em 2003, no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro. Depois do incidente, se formou em Serviço Social e se pós-graduou em Gestão Governamental. Foi vereadora pelo PT por 3 mandatos, tornando-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal carioca.
Nota da Câmara Municipal do Rio de Janeiro
A Câmara do Rio manifesta profundo pesar pelo falecimento da parlamentar Luciana Novaes, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez da sua trajetória um exemplo permanente de luta, coragem e amor ao próximo.
Luciana, que tinha 42 anos, foi mais do que uma parlamentar atuante. Foi símbolo de perseverança e superação. Mesmo diante de uma das maiores adversidades que alguém pode enfrentar, encontrou forças para reconstruir sua vida e se dedicar ao serviço público com dignidade, sensibilidade e compromisso com quem mais precisa.
Ao longo de sua atuação, deixou um legado consistente de quase 200 leis, sempre voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. Sua voz firme e sua escuta generosa fizeram diferença na vida de milhares de cariocas, olhando não apenas para a cidade, mas para cada indivíduo que precisava ser visto, acolhido e respeitado.
Sua história, marcada por fé, resiliência e propósito, seguirá inspirando gerações. Luciana mostrou, na prática, que limites não definem destinos quando há vontade de transformar o mundo ao redor.
Neste momento de dor, a Câmara Municipal se solidariza com familiares, amigos e toda a equipe de seu mandato. O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, mas seu legado permanece vivo, na memória da cidade e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.


