Em meio a investigação da PF, gerentes do Rioprevidência são exonerados

Exonerações acontecem após o escândalo envolvendo aplicações milionárias no Banco Master


Por: Redação

Publicado em: 10/02/2026

Dois servidores foram exonerados após escândalo envolvendo o Banco Master.

Foto: Reprodução

Dois gerentes ligados a áreas estratégicas do Rioprevidência foram exonerados nesta terça-feira (10). As demissões ocorrem em meio a um escândalo relacionado a aplicações financeiras de alto risco realizadas no Banco Master e intensificam o processo de reestruturação da autarquia responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.


Foram demitidos Barbara Schelble, advogada que atuava na Gerência de Controle Interno e Auditoria, e Oberdan Pereira Manoel Junior, gerente de administração vinculado à Diretoria de Administração e Finanças. No último dia 28 de janeiro, o Governador Cláudio Castro exonerou o diretor do mesmo setor, Alcione Soares Menezes Filho.


EX-PRESIDENTE DO RIOPREVIDÊNCIA FOI PRESO


Na semana passada, Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Ele é investigado por suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos públicos, e já havia sido exonerado do cargo no mês anterior.


As apurações se concentram em nove aplicações realizadas entre 2023 e 2024, que, juntas, somam quase R$ 1 bilhão. Os recursos foram direcionados a títulos considerados de alto risco do Banco Master, sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Segundo os investigadores, os investimentos ignoraram critérios básicos de segurança financeira, colocando em risco o patrimônio destinado ao pagamento de cerca de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.


O caso já estava sob a supervisão do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que monitorava as movimentações há mais de um ano, devido ao perfil arriscado dos ativos. Em outubro de 2025, o tribunal emitiu um alerta formal sobre a condução da política de investimentos e determinou a proibição de novos aportes em papéis administrados pela instituição financeira investigada.