Cláudio Castro diz que sai do governo do Rio "de cabeça erguida"
Ele renunciou ao Executivo fluminense para concorrer ao Senado
Por: Redação
Publicado em: 24/03/2026
O governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao comando do Executivo fluminense. Ele pretende concorrer a uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Castro se despediu do governo fluminense em cerimônia nessa segunda-feira (23) que teve a presença de aliados, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
“Encerro o meu tempo à frente do governo do Estado de cabeça erguida e de forma grata”, afirmou Castro.
“Temos desafios? Temos, é claro. Nós não resolvemos tudo. Mas consegui ser, em 2022, alguém que saiu de um desconhecimento quase de 90% para uma das maiores votações, senão a maior, com quase 5 milhões de votos e quase 60% dos votos válidos do Rio de Janeiro. Saio feliz”.
“Eu tive um antecessor que não valorizou a cadeira de governador que desde o primeiro dia pensava em ser presidente vivi intensamente esses seis anos com orgulho de ser governador. Com a certeza que essa cadeira foi o ápice, foi o topo da minha carreira. Poder liderar o meu Estado pelos seis últimos anos foi o maior orgulho que eu pude ter na minha vida”.
Com a saída do vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em 2025 e com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, afastado das funções, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo.
Pela legislação, ele deverá organizar em dois dias, uma eleição indireta para que os 70 deputados estaduais escolham em 30 dias um indicado para comandar o governo durante um mandato-tampão, até a escolha do próximo governador nas eleições majoritárias em outubro.
A saída ocorre na véspera da retomada do caso da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação e Servidores Públicos do RJ (Ceperj) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tribunal retoma nesta terça-feira (24), o julgamento do processo que pede a cassação do mandato do governador por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. Castro poderá ficar inelegível por oito anos.


